21 março 2022

Tempo Fantasma

Passam Dias E Noites 
no silêncio eu viajo
corro, caminho, sem retorno
sinto que o cerco se fecha,
 apesar de imensa conferência,
 nada dá certo... 
vem um dia, após outro
o perigo mais aperta.

Será fim! Será princípio?
Não há explicação plausível!!
Tento escrever, rabiscar,
á falta de cncentração
nada de novo vem a mente.
Nem prosa, nem rima
por conseguinte,
tudo agora é diferente,
tende ser anormal!

Abro a janela, avisto alguém
enxergo corpo rosto não tem!
Penso, é ladrão, é mendigo,
ou sou eu, que corro perigo!

Viajo no tempo, memórias se apagam 
ânsia, dá ázo à dor, agonia tristeza,
vidas perdidas, chagas na alma
casas vazias onde tudo falta!
famílias destroçadas,
enfermos flagelados
rostos sofridos, 
olhrares lacrimejantes,
e esperança que  retarda!!!











7 comentários:

Amélia disse...

Um belo poema que nos retrata o triste acontecimento actual.
Beijinhos e uma feliz semana

Maria Rodrigues disse...

Pertinente, sentido e belo poema, que retrata um dolorosa e triste realidade.
Infelizmente a paz retarda em chegar.
Beijinhos

CÉU disse...

Olá, querida Luisinha!

Espero que estejam todos bem de saúde, embora a sua inspiração ande a fugir. O importante é escrever, quando nos apetece e temos tempo, que é o que não tem. As suas netas levam-lhe o tempo todo, mas também se sente feliz com elas.
Eu estou bem, mas preocupada com a guerra, porque Portugal situa-se na Europa, e parece-me que Putin não está para conversações.

O seu poema exterioriza aquilo que sente, e como sempre sabe descrever muito bem os seus sentimentos. Fala da sua falta de tempo e depois relembra tempos passados onde havia gente doente e sem condições. Talvez esses pensamentos sejam influência da guerra, que, por notícias, nos entra diariamente em nossas casas. Eu vejo muito pouco televisão, devo dizer.

Agradeço os exagerados elogios da sua parte à minha poesia, que até não está grande coisa, mas, enfim, a inspiração só me deu estas palavras, desta vez.

Beijos e dias felizes.

Jaime Portela disse...

Os tempos que correm são anormais.
Uma guerra em cima de uma pandemia é coisa que ninguém previu.
Excelente poema, os meus aplausos para o seu talento.
Continuação de boa semana, querida amiga Luísa.
Beijo.

Roselia Bezerra disse...

Boa noite de paz, querida amiga Luisa!
Seu blog não atualiza para mim, é pena!
A última estrofe está bem de acordo com os sentimentos que temos vivido.
Tanta desolação espalhada pela humanidade, meu Deus!
Você tem uma poesia intensa e muito profunda na reflexão que se faz ao ler seu poema.
Parabéns, minha amiga!
Que bom ter vindo procurar post novo por aqui!
Sinto sua falta quando se demora.
Tenha dias de primavera abençoados!
Beijinhos com carinho

Olinda Melo disse...

Olá, Luisa

Sao deveras perturbadores os tempos que correm.
Tudo parece caminhar para um desfecho
pouco promissor. Os dias e as noites são
preocupantes pensando em quem sofre e não tem
saída.
O seu poema retrata bem todo esse clima de
desconsolo e tristeza.
Beijo
Olinda

Ana Freire disse...

Um poético retrato, destes dias de agora, que nos enchem de ansiedades e angustias!...
Ninguém previu passar por tempos assim... mas felizmente a poesia, dá voz ao que nos vai na alma, aliviando um pouco a nossa carga emocional e zelando pelo nosso equilíbrio!... É um saudável escape, Luísa! Além de que tempos assim, não podem ser esquecidos... para que não se repitam tão cedo...
Bom tê-la de volta por aqui, Luísa! Beijinhos! Continuação de uma boa semana, com a tranquilidade possível, que estes tumultuados tempos nos vão permitindo!...
Beijinhos
Ana