Quem me dera ser a lua, pr'o teu coração iluminar,
Vê-lo luzir por dentro, sem ninguém a atrapalhar,
Viver lá nas alturas, pertinho das nuvens do céu,
Dizer-te então baixinho, que lindo amor é o teu!..
Voar um pouquinho mais alto, para as estrelas visitar,
Elas são tão cintilantes que parecem namorar!
Um pouquinho mais ao longe, o sol também quer espreitar,
Com seus raios tão distantes o romance apreciar…
Que belo amor é o teu, que me enche de candura,
Perfumado de rosas brancas, inebriam de doçura,
Viver juntinhos a dois, lá acima no firmamento,
Beijar-te de hora a hora sempre e a qualquer momento…
Quem disser que não tem sonhos, decerto não é normal!
O sonho não paga imposto e a mente pode voar,
Ser livre é sempre bom, ao pensamento o permite,
Transmite-nos tanta coisa que por vezes nem existe…
Que bom que seria na vida, se o pensamento falasse,
Algo de tão abrupto, no entanto revelasse,
O coração vivia mais leve, ternurento de paixão,
Quando dois amantes se amam e brilha o seu coração!..
O Sol é um Astro que dá brilho ao Planeta,
Que Deus enviou ao mundo para seu complemento,
Sem ele seria impossível vivermos esta faceta,
O Sol é o brilhar do dia, é o raiar da manhã, é a luz que nos guia,
É aquele que nos aquece, que alegra o nosso dia.
O Sol é produto da natureza, que faz brotar a terra,
Germinar na primavera, a semente que o ser humano,
Por amor lança à terra.
O Sol é a capa dos pobres, é o vigor do Verão,
É aquele que faz crescer e dá o pão e nos aquece o coração.
O Sol é algo que nos dá prazer, alimenta as praias no Verão,
O Sol alegra a nossa vida, quando ela está ferida,
Fortalece a energia e apaga a depressão.
Sem ele nada fazia sentido, a natureza não teria vida,
O ser humano talvez não resistisse a viver na escuridão,
As plantas morreriam porque vida não teriam,
E o mundo seria em Vão.
Mas Deus é a perfeição ele criou o mundo,
Á semelhança de cada Nação…
Da janela do meu quarto vejo a neve cair,
São delícias das crianças que as fazem sorrir,
As temperaturas baixam os agasalhos aumentam,
As lareiras crepitam dos lenheiros que as sustentam.
Ela cai de mansinho fazendo um certo silêncio,
Cria um manto branquinho causando uma certa prudência.
Que magnífico panorama com que Deus nos quer brindar,
É um dos cenários mais lindos para nos campos actuar.
Agora olhando a paisagem toda florida de branco,
Recordo-me de um passado em que eu era criança,
Fazia dela esqui em qualquer parte e lugar,
Mas o tempo era tão pouco para dela desfrutar.
Esta neve pura e branca é uma bênção do Céu,
De todas é a mais bela que Deus à terra enviou,
Esta prenda de Natal criada pela natureza,
Vem na melhor altura apanha todos de surpresa.
Nesta quadra natalícia, que podemos aproveitar,
Para pensar na mensagem, para o ano que vai chegar,
Que a todos nós chegue o pão, o afecto e a saúde,
Que ao pobre mais ampare, que a nenhum de nós perturbe...
Quando o calor aperta, bem a rigor e brasão,
Sentimo-nos atraídos por esta Estação de Verão.
Algum tempo atrás, ansiava com ambição,
Era tudo tão belo de alegrar o coração.
As festas e romarias, os emigrantes a chegar,
Havia alarido nas ruas, e os foguetes a estalar.
Era assim em cada canto, dentro do nosso país,
Havia alegria nos olhos, de um Portugal feliz.
Eis que se perdeu no tempo, sabe-se lá onde foi!
Ficou triste amargurado, e ainda mal tratado,
De tal forma transformado, todo ele acinzentado,
E por ventura queimado, que a todos empobreceu.
Mas como tudo mudou, porque não a natureza!
Alterou-se de tal maneira, que nos enche de tristeza.
Os campos verdes e frescos, os penhascos e Outeiros,
Os Vales e Serras tristes, por serem tão mal tratados,
De tal forma abandonados que a fogos não resiste.
O que fazer então! Cada um a pensar,
O que fizemos de mal! Na consciência pesar,
Cada qual a meditar, talvez encontremos razão,
Para tal culpa e perdão.
O Criador que a criou, abençoada a deixou,
Para dela desfrutar, o pão podermos tirar,
Para o sustento humano e a fome saciar.
Esquecer guerras, mesquinhices, desavenças e ambição,
Pensar no Amor de Deus que nos enche de união...
De tal forma de lutar,
Sente-se deprimido,
Tantos o querem matar.
Reduzir a poluição!
Canso-me de ouvir falar,
Mas no fundo nada vejo,
Algo que a faça parar.
Há tantos interesses no meio,
Ficam sempre em primeiro lugar,
A riqueza é um deles,
E outros mais a contemplar!
Tendem eles estudar,
Os eventos são de mais,
Preocupam-me as tecnologias,
Que o homem pretende criar.
A ciência dos cometas,
Dos Astros e dos Planetas,
Com tanto estudo na terra,
Outros mais para fazer,
Preocupa-me a evolução,
E a poluição a crescer!..
A camada do Ozono,
Muito me está assustar,
O buraco é tão grande,
Que começa a sufocar.
A terra foi Deus que a criou,
O homem não deve ocultar,
Aquilo de que muitos precisam,
De algo para poder sonhar.
Não derrubem as densas matas,
Nem com fogo as destruam,
Conservem-nas intactas,
Que as águas e o ar não poluam…
Os doentes maltratados,
Por vezes tristes,
Com dores e amargurados,
indefesos coitados,
Uma palavra amiga,
Com carinho e afecto,
Sara também a sua dor,
Sem dispensar o Doutor!..
Mais as suas iguarias,
Que no momento são:
Os Genéricos,
Suas dietas e terapias…
Ser doente é um ser frágil,
Que por sua vez é amável,
Esse doente posso ser eu,
Amanhã podes ser tu!
Sejamos todos mais humanos!..
Com sorriso em seu rosto e
Doçura no coração.
Querendo assim transmitir
tentando ainda de sorrir,
Que por detrás da imobilidade,
Existe um ser capaz,
Tantas vezes, humilhado,
E como tal maltratado,
Com rudez torturado,
e por vezes ignorado…
Todos merecemos respeito,
Cada qual com a sua dor,
Mesmo assim ao Doutor,
Também chega a sua vez!..
Pensando que somos iguais,
Da mesma massa corporal.
Pondo de lado os palácios e castelos,
Mostrando o lado mais belo,
As qualidades que existem,
Que cada um sabe que possui,
Pois é a coisa mais bonita
Eem que o Senhor acredita…
Ser velhinho é um livro aberto,
De um poço de sabedoria,
De lendas e tradições, de histórias e categorias,
Ser avô é muito mais, suas lições põe em prática,
Ele transmite a gerações os valores de algo que traça.
Dos seus laços de Família, ele não se quer despegar,
Ao pequenino tem amor, pois é filho duas vezes,
Luta com desespero, para a todos afagar,
Tantas vezes já cansado, por seu filho amargurado,
Ele não deixa de lutar, Quer ver alegria no lar,
Daquele que um vai deixar.
Quer contar suas histórias, ainda com lucidez,
E sente-se tão feliz, por chegar a sua vez.
Ser idoso é respeito, pelos anos que já viveu,
Ele vive os seus dias, que o destino lhes deu.
Pena é, que assim não seja,
Tantas vezes abandonados, Criaram as suas crias,
E foram ainda mal tratados...