01 outubro 2011

jardim sentimental






















Ó meu rico mangerico!

Que te dás a cheirar
És um aroma perfeito
Que te podes revelar…

Rosa, és a flor da perfeição
É das mais variadas cores,
Despertas todo o amor,
Num mundo de escuridão…

O cravo, pode ser encarnado
Pode ser branco,
ou qualquer outra cor,
É sempre um símbolo de algo,
Que está sempre ao dispor…

A margarida,
É bela é formosa,
Enfeita qualquer lugar,
Respira lá no altar,
No mais alto pedestal,
Até os defuntos gozam,
Pelas campas enfeitar…

Lírio tens teus encantos,
És uma flor sazonal,
Vens e vais com a primavera,
Só nos resta é esperar…

A dália aparece e floresce,
Encanta-nos com sua veste,
Forma uma roda pomposa,
Como no campo agreste…

O suspiro é tristonho,
Composto por varias cores,
É o símbolo da tristeza,
E de alguns desamores…

O lilás é cor da paixão,
Onde mora a solidão,
Quando uma porta se fecha,
E brota um coração…

O amor-perfeito,
Já a natureza o diz,
É a coisa mais pura,
E não nasce de raiz…

O jasmim, todo ele é campestre,
Residente em zona agreste,
Tem suas virtudes medicinais,
E de aromas terrestres…

Flor-de-lis encantadora
Vives no meu pensamento
És o símbolo de algo,
Que recordo a cada momento…


                                                       

09 março 2011

conversas de cozinha






















A cozinha a conversar, fala com a cozinheira,
Segreda-lhe ao ouvido, não faças nenhuma asneira,
Não salgues o cozinhado, nem o deixes queimar
Olha que quem o come sabe-o apreciar!

A cozinha é vaidosa e está sempre observar,

Deseja estar arrumada, para nela trabalhar,
A higiene a comandar, o cheirinho a voar,
A refeição saborosa, faz a pessoa brilhar.

As delicias da cozinha, enriquecem a gastronomia,

Abrem-nos a o apetite e enchem-nos de energia,
Devemos estar atentos, zelar pela nossa saúde,
Ela merece respeito, cada um que dela cuide!..

A profissão de cozinheira, não desprestigia ninguém,

Pelo contrário dá brio, aos valores que tem,
Ser arrumada e limpa, não ocupa lugar,
É uma das profissões, que devemos estimar.

O fogão e as panelas, não devemos alhear,

Fazem parte do homem, por vezes dão que pensar,
São as delícias da vida, pela qual todos lutamos,
São os bens mais preciosos, que no mundo encontramos.



O rato ótico





















Um ratinho inteligente, que em minha casa entrou,
Serve-se da minha secretária, nunca mais a abandonou,
Salta aqui salta acolá, sobe pra cá e pra lá,
Entra numa caixinha, ninguém sabe que ali está.

Um objecto pequenino, mas de grande valor,

Fura para todo o lado, sem sequer nenhum pudor,
Faz descobertas incríveis e bastante inteligentes,
Ele vive com qualquer um e mexe com tanta gente,

Dentro duma caixinha, ele se vai alojar,

Diz para o seu dono, tenho que trabalhar,
Há um mundo lá fora, pronto a desbravar,
Está à minha espera, tenho que lá entrar.

Ó ratinho carinhoso, em vias de extinção,

Tu fazes-me tanta falta, em certa ocasião!
Não me digas que não! sem ti eu já não sei viver,
Realizas os meus sonhos e ajudas-me escrever.




21 dezembro 2010

Fez-se Luz
















Numa manhã escura,
Fria de Inverno,
De insónia e pesadelo,
Melancólica e angustiada,
Acordei,
Fiz as orações ao Senhor,
E perguntei-lhe:
-Senhor onde eu errei?
A resposta eu escutei;
Quando eu caminhava
Em tua direcção
Não me viste,
Quando eu te falei
Não me respondeste,
Quando eu abri a porta 
E ma fechaste,
Quando caiste
Te estedi a mão
E não me olhaste,
Quando ficaste no chão, 
No fundo do abismo 
E não te ergueste…
Quando passou a criança
E não sorriste,
Quando o inocente
Abriu seu coração
E não o escutaste,
Quando ao mendigo
Não saciaste a fome,
E não o abrigaste...
De lágrimas nos olhos
Senti minha dor,
Percebi que caminhava
Na direcção errada,
Sem nenhum pudor!!
As minhas orações para ti,
Eram supérfluas,
Já não tinham valor,
Cheio de orgulho, 
luxúria, e até ganância,
Pensava grande,
Já não havia”Esperança”!!
-Quanto mais crescias,
Mais tu avançavas,
Pensando que eras o maior!!
O "Senhor do Mundo":
E foi aí que escorregaste
Caiste já não te levantaste,
Mergulhaste em lágrimas repensaste.
Em poucas palavras pronunciaste!!

Vem Senhor; Vinde que estou só,

Perdoai-me Senhor!!  eu estava cego?...





O meu pequeno palácio


















Ao meu pequeno Palácio
Dou o nome de aconchego,
É a casa familiar
Onde eu repouso e escrevo...
Partilho com os amigos
Os momentos fraternos,
As alegrias da vida 
E por vezes os flagelos...
Minha casa o meu lugar 
O Jardim das laranjeiras,
eu costumo assim chamar!!
Ás vezes sinto-me bem
A natureza a observar,
O aconchego do meu lar 
A família a partilhar,
Quando estamos presente
Há alegria no ar!!
Este recanto fraterno
Onde a inspiração não falta!!
Por vezes fala mais alto
Enobrece a minha alma,
Há momentos refrescantes
Em que devemos ter calma,
Mas há outros mais secretos,
Que falam dentro da alma!!
Ás vezes a meio da manhã
A poesia quer chegar,
Mas tenho que a intalar
Porque é hora de almoçar...
Fica tão apertadinha
Ali naquele lugar!!
Querendo sair para fora,
Começa-me a sufocar…
Por vezes quer enrolar
O que estou a magicar,
Outras é bem espontânea,
Que nem me deixa concentrar!!
Tenho que a vontade fazer 
Começando a escrever,
No final fico aliviada,
Ela é a razão do meu ser...
Não sei se sou poeta!!
Escrevo por inspiração,
Ela sai-me da alma
E sinto-a no coração!!
Eleva-me o astral
Preenche o meu vazio,
É como um sonho real,
Que me faz um desafio!!
Sinto-me tão feliz 
Porque tenho com quem partilhar,
Os momentos de silêncio
Que não ocupam lugar,
Até os Anjos do Céu
Descem pra me acalmar,
Dizem-me ao ouvido
Tu não deves parar!!...



Que turbilhão de vida!



















Há dias que me sinto a nadar,
Como um barco a boiar no mar,
Quando o temporal se levanta,
Que rema sem rumo e sem esperança…
De alguma forma, tudo balança,
Se vê sozinho, abandonado,
Na vida não tem mais nada,
Com sua alma despedaçada,
Procura a tábua de salvação.

Se é que ainda há coração,

Que venha então a razão,
Sem amargura, mas com perdão,
Que accione a sua mente
Que me conquiste de paixão!..
Esse anjo da paz vagueia,
Passando quando deseja, essa alma acompanhar,
Sem sequer lhe perguntar, o que estás fazendo no mar!
Mas mesmo assim responderei,
Aquilo que desperdicei em terra,
Havendo tanta caravela, para o pensamento levar,
De forma a não mais voltar, porque não quero recordar!



pomba mansa





















Pomba mansa voadora, que voas no meu jardim,
Um dia ficou sem fel porque Noé quis assim.
Á terra foi enviada para uma missão cumprir,
Um ramo de oliveira, levou no bico a sorrir.

O corvo descompensado, também por Deus enviado,

Perdeu-se logo à chegada, onde resíduos encontrou,
Por a terra não estar limpa, quando o dilúvio acabou.

Pomba branca em pensamento, enche-nos do Espírito Santo

Ela é o símbolo da paz, que algo de bom nos traz.
Pomba cinza é brejeira, reforça o nosso astral,
Sem que nos damos conta eleva-nos à brincadeira.

Pomba negra é traiçoeira, enlouquece qualquer um,

Leva-nos á cegueira, e faz-nos ficar sem rumo.
Ó pombal que pombas tendes, sempre em bandos voais,
Sois a chave da liberdade, que ao ser humano tirais...